Linguagem Ancestral

como Poder

A Palavra como Criação
17 de Fev a 10 de Março

Antes de existirem livros.
Antes de existirem fronteiras.
Antes da história ser escrita,
existia a palavra.

Os povos da floresta, até muito recentemente, nunca tiveram uma língua escrita. Histórias, rezos e valores eram transmitidos por meio da tradição oral.

A linguagem, para eles, era — e ainda é — uma ponte de comunicação, conectando este plano material e o plano espiritual.
Essa força é para a oração, para lembrar e para cultivar o pertencimento ao mundo e ao Cosmos.

Entre os Yawanawá e muitas tradições indígenas da Amazônia, as palavras não são pronunciadas levianamente. Elas são carregadas com intenção, cantadas com rezo e oferecidas com responsabilidade. A linguagem está viva. Ela respira, ela cura e ela molda a realidade.
Cada som guarda memória.
Cada frase carrega uma linhagem.
Cada canto é um ato de criação.

Essa linguagem ancestral nunca foi feita para ficar quieta na página.
Ela vive no corpo.
Na respiração.
Na vibração da voz que atravessa o peito e alcança o mundo.
Falar é chamar algo à existência.

Este estudo é um convite para retornar a esse saber.
Para sentar com a nossa natureza.
Para escutar.
Para lembrar.

Linguagem Ancestral como Poder

Linguagem Ancestral Como Poder é um estudo online de três semanas centrado no Nüketsãe, a língua ancestral do povo Yawanawá, da Amazônia brasileira.

Na história Yawanawá, o mundo não nasce da matéria, mas do som.
Da respiração.
Da palavra.

Como dizem os anciãos: primeiro a palavra, e dela a existência toma forma.

O Nüketsãe não é simplesmente uma língua para ser aprendida.
É um modo de ver e viver a vida.
Uma forma de ver, sentir e se relacionar com a vida, o tempo, o espírito e a própria floresta.

Aprender esta e aprender um outra modo de perceber a realidade.
Formar uma ponte entre mundos.
Participar de um ato de lembrança e continuidade.

O Que Você Vai Receber

Ao longo de três semanas, os participantes recebem um pacote de aprendizado por semana,                                                                                    acompanhado por uma chamada ao vivo e tempo para integração.

Ao longo do estudo você receberá:

  • Palavras e frases essenciais em Nüketsãe

  • Um tema central

  • Um pequeno Ruwawaki

  • Um Saiti, um canto ancestral para estudar e sentar em presença

  • Um Shenipahu (história antiga)

  • Contexto cultural e orientações para escuta e incorporação no corpo

Isto não é sobre domínio.
É sobre relacionamento.

Chamadas ao Vivo e Estrutura

Três chamadas ao vivo acontecerão em:

  • 17 de fevereiro

  • 24 de fevereiro

  • 3 de março

Todas as chamadas serão ao vivo e gravadas.
As gravações estarão disponíveis para todos os participantes.

No dia 10 de março, uma mensagem de encerramento será enviada por e-mail e pelo grupo do WhatsApp.

Os Temas Semanais

Semana 1 · A Palavra como Origem

Nesta primeira semana, entramos no entendimento Yawanawá do som e da palavra como fundamento da criação. Estudamos a linguagem como oração, como ação e como responsabilidade, observando o papel que as palavras têm na forma como moldam a realidade.

Exploramos como as palavras estão presentes em rituais, nomes e na vida cotidiana — e como o ato de falar influencia tanto a experiência interior quanto o mundo ao nosso redor.


Semana 2 · A Voz Viva da Floresta

Aprofundamos nossa escuta e estudamos o som através do canto, da respiração e da vibração. Observamos como a linguagem é transmitida oralmente e como ela se manifesta através do corpo e da relação com a natureza.

Estudamos os cantos Saiti e investigamos como a linguagem se move entre o corpo humano, o ambiente natural e o mundo invisível.

Esta semana enfatiza pronúncia, repetição e prática oral com falantes tradicionais.


Semana 3 · Memória, História, e Continuidade

Nesta etapa, recebemos um Shenipahu, uma história sagrada do povo Yawanawá, e estudamos a linguagem como um meio de transmitir memória coletiva e espiritual.

Começamos a formar frases simples, permitindo que a língua seja praticada de forma gradual e natural, enquanto refletimos sobre como esse conhecimento permanece vivo e pode ser integrado à vida cotidiana.

CONHEÇA SUAS GUIAS

Chief Naiweni Yawanawá

Chief Naiweni Yawanawá é a primeira mulher Cacica de seu povo e uma guardiã profundamente respeitada do conhecimento ancestral. Ela é uma das poucas anciãs que ainda falam fluentemente a língua Yawanawá, o Nüketsãe, carregando-a como uma expressão viva da visão de mundo de seu povo.

Como guardiã da linguagem e também das plantas medicinais sagradas, ela carrega a responsabilidade de preservar a herança espiritual, cultural e linguística dos Yawanawá para as futuras gerações. Através de sua orientação, a língua é transmitida não apenas como vocabulário, mas como uma força viva que carrega memória, oração, cura e relação com os mundos natural e invisível.

Seu pai, o Chief Tuikuru, iniciou a aldeia Mutum e, pela primeira vez na história Yawanawá, atribuiu às suas filhas responsabilidades de liderança, oração, educação e continuidade do legado cultural.

Sua liderança é enraizada na experiência vivida, na devoção e no serviço à sua comunidade.

Ela é uma humilde guardiã do Sagrado, uma guia e mentora dedicada, e mãe de Kenewma Yawanawá.

Kenewma Yawanawá

Kenewma Yawanawá é professora, cantora e artista — sua presença é ao mesmo tempo acolhedora e firme. Através de sua voz, seus cantos e sua forma de se relacionar, ela cria uma atmosfera onde as pessoas se sentem confortáveis, à vontade e bem-vindas exatamente como são.

Ela é uma estudante iniciada do falecido Pajé Tata, tendo sido a primeira jovem mulher a realizar a dieta intensiva de 1 ano do Muká.

Ela compartilha sabedoria de maneira enraizada e relacional, oferecendo apoio mais do que instrução. Sua presença ajuda os participantes a se sentirem seguros para escutar por dentro, confiar em sua própria experiência e se reconectar com a força interior — sem pressão ou expectativa.

Kenewma é casada com Jordão Pekûti de Souza e tem dois filhos. Eles são guardiões do Santuário Nipeïhu, uma aldeia viva da espiritualidade Yawanawá localizada na Bahia, Brasil.

Para Quem É Este Estudo?

Este estudo é aberto a todos.

  • É para quem se sente chamado a trabalhar de forma mais consciente com a linguagem e a voz.

  • Para quem deseja aprender diretamente com professores indígenas e sua linhagem.

  • Para quem está aberto à escuta, à humildade e à presença.

  • Para quem compreende que esta é uma tradição viva.

Nenhuma experiência prévia é necessária.

ENTRE

Facilitado Por

Angelique Marie (Txivã)

Angelique Marie é cofundadora do Spirit of the Forest e passou muitos anos caminhando em estreita relação com o povo Yawanawá. Vivendo entre mundos, ela atua como uma ponte entre o conhecimento ancestral e a vida contemporânea, apoiando a transmissão de tradições vivas com cuidado, reverência e responsabilidade.

Seu papel neste estudo é sustentar o contêiner, apoiar a tradução e a integração, e ajudar os participantes a encontrarem os ensinamentos de uma forma incorporada, respeitosa e enraizada na vida cotidiana. Seu trabalho é fundamentado na escuta, na relação correta e na criação de espaços onde a sabedoria possa ser recebida com calma e profundidade.

Shaina Michele (Nai)

Shaina é cofundadora do Spirit of the Forest. Ela apoia este estudo como sustentadora do espaço operacional e facilitadora. Ela traz calor e clareza, ajudando a tecer os ensinamentos, o processo do grupo e o ritmo prático do estudo.

Sua presença apoia os participantes a permanecerem conectados, amparados e orientados ao longo da jornada, garantindo que a experiência se sinta acolhida e sustentada.

Juntas, esta equipe sustenta o estudo como um contêiner vivo.
Enraizado na linhagem.
Guiado pela floresta.
Sustentado com cuidado.

Datas:

17 de fevereiro a 10 de março

Formato:

Online
Ao vivo e gravado

Opções de troca energética:

  • R$ 888
    Pagamento à vista

  • 2x de R$ 555 (Em 2x)

  • R$ 1333 · Pay-It-Forward (pague adiante)


Esta contribuição apoia as professoras, a continuidade da língua Nüketsãe e o trabalho de preservação cultural e espiritual do povo Yawanawá.

PERGUNTAS FREQUENTES

Aqui, a linguagem não é algo que você domina.
É algo em que você entra.

Uma lembrança.
Um relacionamento.
Um retorno à origem.

Se você sentir o chamado, você é bem-vindo(a) a entrar.